13 de março de 2013

A Arte Moderna no Brasil


Anita Malfatti foi um dos nomes responsáveis por repensar a arte no Brasil. Porém, antes do reconhecimento, foi alvo de críticas extremamente negativas. Com o aprendizado e inspiração obtidos a partir dos estudos realizados na Alemanha e EUA, trouxe para o Brasil a tão temida arte moderna. Em 1917, nas sua primeira grande exposição individual, nomeada como Exposição de Pintura Moderna Anita Malfatti, recebeu ataques ferozes de Monteiro Lobato. Em artigo publicado no Estadinho, o escritor se delicia rebaixando a nova escola, conforme mostra Marcos Augusto Gonçalves em seu 1922 – A semana que não terminou:
O artigo começa por distinguir duas espécies de artistas: os que ‘veem normalmente as coisas’ e os que ‘veem anormalmente a natureza e a interpretam à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes’. Estes últimos seriam típicos dos períodos de decadência, ‘frutos de fim de estação, bichados ao nascedoiro’.

Se pararmos para pensar, um ataque desses se encaixaria perfeitamente aos ataques atuais, mudando o termo ‘arte moderna’ por ‘arte contemporânea’. Tento procurar alguma diferença, mas ao comparar o início do séc. XX com o atual, só encontro semelhanças. A ver: Por volta dos anos 1900, a Europa falava em futurismo e começava a conhecer grandes mestres como Van Gogh e Munch. Nos EUA, Duchamp e Edward Hopper principiavam seus nomes. Já no Brasil, os artistas que ainda eram consagrados eram Pedro Américo e Almeida Jr., sendo este considerado por Lobato o grande inventor da pintura nacional. A arte acadêmica era considerada superior e movimentos como cubismo, por exemplo, serviam apenas para caricatura. Futurismo, cubismo, impressionismo e tutti quanti não passam de outros tantos ramos de arte caricatural, exclamava Lobato. Inclusive o termo ‘impressionismo’ era utilizado a esmo, mesmo quando o movimento comentado se tratava d’outro, mostrando desinformação e desinteresse dos críticos. Diz Anita Malfatti, em depoimento à revista Salão de Maio, em 1939, que, ao retornar da Alemanha para o Brasil, “ninguém em sua casa queria saber de Van Gogh, Cézanne ou Kandinsky. Só perguntavam pela Mona Lisa e pelas glórias do Renascimento italiano” (GONÇALVES, 2012, p. 75). No século XXI, a famosa frase em exposições é “até eu faria isso”, e a nostalgia é grande quando comparam arte moderna e contemporânea com renascimento e declaram haver algum problema com a arte atual, reclamando dos artistas e suas obras, como Voltaire Schilling e seu discurso careta e sem estrutura, por volta de 2009. Formadores de opinião, os críticos levam as massas consigo e criam um exército de nostálgicos, incapazes de entender e apreciar seu estado presente.
Retornando à exposição de Malfatti, Oswald de Andrade, em breve texto publicado peloJornal do Comércio, responde para Monteiro Lobato da seguinte maneira:
Possuidora de uma alta consciência do que faz, [...] a vibrante artista  não temeu levantar  com os seus cinquenta trabalhos as mais irritadas opiniões e as mais contrariantes hostilidades. Era natural que elas surgissem no acanhamento da nossa vida artística. A impressão inicial que produzem seus quadros é de originalidade e de diferente visão. As suas telas chocam o preconceito fotográfico que geralmente se leva no espírito para as nossas exposições de pintura. A sua arte é a negação da cópia, a ojeriza da oleografia. 
A preocupação na época era romper com o realismo, mas o medo do novo predominava, assim como ainda predomina. O que mais entristece é ter consciência que, apesar da facilidade de informação que possuímos atualmente, temos um pequeno alcance de visão, nos mantendo assim amarrados e impedindo um crescimento maior da nossa cultura.

11 de março de 2013

Museus - Sua Importancia e Influencia na Cultura

 O objetivo deste texto é repensar os ambientes educacionais não formais, tais como as bibliotecas, os arquivos e os museus. Tentei entender como os ambientes não-escolares podem servir ao contato com o conhecimento histórico, tentar desenvolver suas possibilidades e tentar desenvolver a idéia de que projetos educacionais nestes ambientes podem ser tão importantes quanto aulas expositivas, por exemplo, na formação do aluno, referindo-se especificamente à relação escola–museu.


Tendo em mente que o museu, especificamente, pode ser um meio não apenas de transmissão, mas também de produção de conhecimento devemos pensar no público dos museus de uma forma geral. Ou seja, o projeto educativo realizado em museus deve visar um público amplo, o que implica em uma multiplicidade de linguagens por parte do museu para com os públicos de seu acervo, seja este itinerante ou permanente.

A primeira idéia que nos vem à mente, tradicionalmente, quando pensamos museus refere-se aquele ambiente que visa preservação de algo. No entanto, não costumamos pensá-lo como um espaço que pode servir à educação, em seu sentido mais amplo. Por isso quando me refiro à educação não falo apenas de escolas utilizando aquele espaço para exemplificarem o que foi explicado em sala de aula, e sim um espaço que possamos desenvolver a potencialidade de produção de conhecimento por parte de qualquer público. Então, devemos pensar o museu não mais como um ambiente em que se guardam coisas antigas, mas como um ambiente em que as experiências do público, por exemplo, têm papel fundamental para a dinâmica do próprio museu.
A idéia de participar ativamente da produção de conhecimento por meio da interação com o público leva o monitor ou supervisor das visitas não apenas a saber o que cada obra ou peça exposta representa em si, mas como ela pode estar inserida na vida do público e/ou na sua percepção acerca da sociedade.

Desenvolver um projeto pedagógico, que vise facilitar a interação do público com o museu é fundamental, uma vez que a importância do projeto educativo não recai sobre o objeto de observação, mas sobre a maneira como o público o vê. Trabalhar esta visão de modo que se produza e transmita conhecimento histórico é o principal objetivo da ação educativa na minha opinião.

Assim, já vimos que o projeto educativo visa um público diverso, o que nos faz pensar que devam existir estratégias educacionais para cada tipo de público que o museu receberá. Assim, privilegiando a pluralidade de experiências, o museu terá a possibilidade de aproximar-se mais do público, auxiliando-o na produção de conhecimento e na troca do mesmo com outras pessoas, seja imediatamente naquele espaço ou em qualquer outra oportunidade.

A idéia de que o público não adquira um conhecimento “momentâneo” deve estar sempre em mente, pois as experiências devem servir não apenas a avaliações – no caso do aluno – ou à curiosidade – no caso de um público da comunidade. Deve servir para que seja mais uma experiência na sua vida, além de servir com estímulo à busca do desenvolvimento dessa prática no cotidiano daquela pessoa.

Não quero aqui dizer que após a entrada em um museu o público deverá ou mesmo irá mudar sua maneira de ver aquele ambiente. Não, o que proponho é uma forma de fazer com que o público pense como suas próprias experiências se inserem em um contexto maior. É a partir daí que a reflexão acerca do que representa o museu para a sociedade emergirá.

No projeto educativo deve desenvolver a capacidade do público de fazer uma “leitura” do objeto exposto, ver a importância daquele objeto na sociedade, auxiliar na compreensão de sua realidade, se possível a partir de suas experiências. Digo “se possível”, pois imagino que nem sempre será possível buscar correlação entre o que está exposto e as experiências pessoais, se levarmos em conta a diversidade do público.

O que buscaremos privilegiar, então, será a capacidade do público compreender uma realidade diferente da sua. Desta forma, o conceito de alteridade deve ser pensado, pois estaremos trabalhando com a maneira como alguém vê o outro ou, em uma escala maior, a maneira como uma cultura encontra-se com outra, mais antiga. Neste encontro o museu faz o papel de mediador e os agentes dessa mediação são os responsáveis pelas monitorias, além dos professores quando estivermos tratando de estudantes.

Por isso, no caso das escolas, é fundamental não apenas um preparo por parte dos monitores, mas também por parte dos próprios professores. Eles devem ter em mente quais foram os motivos que os levaram ao museu, quais os objetivos da visitas, como ela se relaciona com o que está sendo ensinado e como os aluno percebem aquele lugar. Uma visita que não tenha um preparo prévio pode ficar esvaziada, ou seja, ser uma simples visitação em que a melhor parte para os alunos é o trajeto entre e a escola e o museu. Os professores devem estar em contato com o museu para desenvolver um trabalho conjunto que vise aquilo que já citamos várias vezes, a produção de conhecimento.

Neste sentido seria de grande importância que o museu preparasse algum tipo de material que auxiliasse no ensino. Este ponto pode ser estendido a todos os públicos, porém de forma particularizada. Particularizar não significa que devemos preparar um material para cada tipo de público. Acredito que isto vá contra a idéia de que as múltiplas experiências do público possam se encontrar no museu de modo que auxiliem a produção de conhecimento. A idéia não é separar, dividir, compartimentar o conhecimento e sim torná-lo tão plural quanto as experiências levadas pelas pessoas. Os textos que virão a ser produzidos devem englobar a história das obras que estão expostas e do contexto em que elas foram produzidas utilizando linguagens múltiplas que tentem se aproximar do público.

Mas uma questão surge: como “avaliar” este processo? De um modo geral acredito que a partir do momento que o objetivo da visita não é fazer com que o público saiba qual a história de cada peça e sim que ele passe a refletir como suas experiências estão inseridas em um contexto maior, ainda que não estejam ligadas a ele diretamente, novos métodos de “avaliação” deste processo devem ser formulados.

O sistema de ensino hoje utilizado nas escolas, especificamente, exige que se tenha resultados, pois o aluno ao final do período letivo necessita de uma nota que será dada a partir de seu rendimento escolar. Não discutiremos prós e contras deste modelo para não fugirmos da questão principal que é o projeto educacional no museu. Tal modelo; acredito, não serve aos propósitos principais do museu, pode apenas levar o aluno a fazer algo para que ele “passe de ano”. Neste ponto é fundamental o papel do professor, ou seja, como ele irá conciliar os objetivos do projeto educacional do museu com o atual modelo de ensino. Esta “conciliação” deve surgir em conjunto com os coordenadores do projeto educativo do museu, para que eles possam traçar estratégias de ensino que aliem os dois.

Agora, como “avaliar” o público que vem da comunidade? O fato de eles não terem obrigatoriedade nenhuma de serem avaliados e nem precisarem “tirar nota” facilita, por um lado, e dificulta, por outro, o trabalho a ser desenvolvido. Facilita, pois se o público está lá é por vontade própria, ou seja, um interesse que partiu dele o levou ao museu. Neste sentido torna-se mais fácil “atrair sua atenção” e desenvolver a metodologia do projeto educativo. Por outro lado fica mais difícil, pois podemos não saber como ele percebeu aquele espaço.

O desenvolvimento de um projeto educativo em museus passa por diversas barreiras, sejam impostas por um modelo de ensino não compatível com os objetivos do museu, seja pela diversidade de público ou mesmo pela resistência de algumas pessoas perceberem a importância que um museu pode ter para a educação, para a preservação da memória e da História de toda sociedade.

5 de março de 2013

Frases e Pensamentos Famosos






A Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e um morto rotativo. Millôr Fernandes


A adolescência é o período da vida em que os jovens se recusam a acreditar que um dia virão a ser tão estúpidos como os pais. Anônimo


A adversidade leva alguns a serem vencidos e outros a baterem recordes. William Arthur Ward


A alegria da vida é feita de vitórias obscuras e aparentemente rotineiras, que nos dão nossas próprias pequenas satisfações. Billy Joel


A alegria de ajudar alguém redobra a nossa alegria. Déa Verardo Lourdes


A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita. Mahatma Gandhi


A alegria não está nas coisas, mas em nós. Wagner


A alma não teria nenhum arco-íris se os olhos não tivessem lágrimas. Anônimo


A ambição é o refúgio dos fracassados. Oscar Wilde


A amizade é um caminho na areia, que desaparece se não se pisa constantemente nele. Provérbio africano


A amizade verdadeira sorri na alegria, consola na tristeza, alivia na dor e se eterniza em Deus. J. Calvet


A arte alimenta-se de ingenuidades, de imaginações infantis que ultrapassam os limites do conhecimento; é aí que se encontra o seu reino. Toda a ciência do mundo não seria capaz de penetrá-lo. Lionello Venturi


A arte da medicina consiste em distrair enquanto a Natureza cuida da doença. Voltaire


A arte de ser ora audacioso ora prudente é a arte de vencer. Napoleão Bonaparte


A arte de ser sábio é a arte de saber o que tolerar. William James


A arte de vencer se aprende nas derrotas. Simon Bolívar


A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal. Machado de Assis


A arte é a assinatura da civilização. Beverly Sills


A arte está em fazer algo do nada e ainda vendendo por isso. Frank Zappa


A ausência de alternativas clarifica maravilhosamente a mente. Henry Kissinger


A beleza de uma mulher não é um presente feito ao homem; é apenas um suborno. Anônimo


A beleza é uma carta de recomendação a curto prazo. Ninon de Lenclos


A beleza é uma forma da genialidade, aliás, é superior à genialidade na medida em que não precisa de comentário. Ela é um dos grandes fatos do mundo, assim como a luz do Sol, ou a primavera, ou a miragem na água escura daquela concha de prata que chamamos de lua. Não pode ser interrogada, é soberana por direito divino. Oscar Wilde


A beleza existe em tudo: tanto no bem como no mal. Mas somente os artistas e poetas sabem encontrá-la. Charles Chaplin


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. Carlos Drummond de Andrade


A cada dia, mais e mais pessoas estão se afastando da igreja e voltando para Deus. Lenny Bruce


A cada minuto que passamos com raiva, perdemos sessenta felizes segundos. William Somerset Maugham


A capacidade de estar a sós, paradoxalmente, é a condição para se amar. Henry Bordeaux


A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração. Coelho Neto


A ciência está longe de conhecer o mundo de uma maneira perfeita e adequada; ela tem, no entanto, a pretensão legítima de descobrir para nós, em parte, a natureza e as suas leis. Jovielt


A coerência é o último refúgio dos sem imaginação. Oscar Wilde


A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas. Johannes Brahms


A consciência é como a luz, ninguém a nota. No entanto, ela ilumina tudo. Anônimo


A consciência é o melhor livro de moral e aquele que menos se consulta. Blaise Pascal


A coragem é a primeira qualidade humana, pois garante todas as outras. Aristóteles


A curiosidade é mais importante que o conhecimento. Albert Einstein


A curiosidade sobre a vida em todos os aspectos é o segredo das pessoas muito criativas. Leo Burnett


A democracia é o governo nas mãos de homens de baixa extração, sem posses e com empregos vulgares. Aristóteles


A despeito de todo o progresso da Medicina, ainda não há cura para o simples aniversário. Senador John Glenn


A diferença entre a empresa privada e a empresa pública é que aquela é controlada pelo governo, e esta por ninguém. Roberto Campos


A diferença entre a genialidade e a estupidez é que a genialidade tem limites. Anônimo 


A diferença entre a Rússia, a Alemanha, os Estados Unidos e o Brasil: Na Rússia tudo é proibido, inclusive o que é permitido. Na Alemanha tudo é proibido, exceto o que é permitido. Nos Estados Unidos tudo é permitido, exceto o que é proibido. No Brasil tudo é permitido, inclusive o que é proibido. Anônimo


A diferença entre as pessoas que têm iniciativa e as que não têm é a diferença entre o dia e a noite. Stephen Covey


A diferença entre o vencedor e o perdedor não é a força nem o conhecimento, mas, sim, a vontade de vencer. Vincent T. Lombard


A distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame. Luiz Carlos Ijalbert


A distância mais longa é aquela entre a cabeça e o coração. Thomas Merton


A distância que você consegue percorrer na vida depende da sua ternura para com os jovens, compaixão pelos idosos, solidariedade com os esforçados e tolerância para com os fracos e os fortes, porque chegará o dia em que você terá sido todos eles. George Washington


A época de imposto de renda, é quando você testa seus poderes de dedução. Shelby Friedman


A esperança é o último remédio que a natureza deixou para todos os males. Pe. Antônio Vieira


A essência de toda a vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros. Dalai Lama


A falsa ciência gera ateus; a verdadeira ciência leva os homens a se curvar diante de Deus. Voltaire


A fé é a coisa mais complexa que eu conheço. Supõe-se que acreditemos todos na mesma coisa de forma diferente. É como se estivéssemos todos comendo do mesmo prato com colheres de várias cores. Oscar Wilde


A fé é a força da vida. Se o homem vive é porque acredita em alguma coisa. Anônimo


A fé, mesmo quando é profunda, nunca é completa.
Jean-Paul Sartre


A felicidade é a aceitação corajosa da vida. Erich Fromm


A felicidade é o mais eficiente dos cremes de beleza. Lady Biessington


A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido. Maxwell Maltz


A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos. Thomas Handy


A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência. Robert G. Ingersoll


A felicidade não é uma estação aonde chegamos, mas uma maneira de viajar. Margareth Lee Runbenk


A felicidade não está em fazer o que a gente quer e sim em querer o que a gente faz. Jean Paul Sartre


A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la. Anônimo


A felicidade perderia o seu significado se ela não fosse equilibrada pela tristeza. Carl Jung


A felicidade se faz, não se acha. Hardy


A filosofia é composta de respostas incompreensíveis para questões insolúveis. Henry Adams


A finalidade do mentiroso é simplesmente fascinar, deliciar, proporcionar regozijo. Ele é o fundamento da sociedade civilizada. Oscar Wilde


A fome é o tempero do alimento. Anônimo


A fome espreita a porta do homem laborioso, mas não se atreve a entrar. Benjamin Franklin


A força do direito deve superar o direito da força. Rui Barbosa


A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável. Mahatma Gandhi 


A Fórmula Indy é um brinquedo para velhos aposentados, como eu. Nelson Piquet


A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração? Provérbio Chinês


A geração que nos educa e a mesma que nos critica. Anônimo A glória é tanto mais tardia quanto mais duradoura há de ser, porque todo fruto delicioso amadurece lentamente. Arthur Schopenhauer


A grande meia-verdade: a liberdade. William Blake


A grandeza não consiste em receber honras, mas sim, em merecê-las. Aristóteles


A guerra, a princípio, é a esperança de que a gente vai se dar bem; em seguida, é a expectativa de que o outro vai se dar mal; depois, a satisfação de ver que o outro não se deu bem; e finalmente, a surpresa de ver que todo mundo perdeu. Karl Kraus

18 de fevereiro de 2013

Glossario Ceramico

A
ADOBE - Argila crua secada no sol. Costuma ser misturada com palha para se tornar mais resistente. Usada para construções primitivas.

AGATAWARE - Técnica em que se usam argilas coloridas sobrepostas e abertas com um rolo. Resulta uma mistura com várias cores estriadas  que apresentam semelhança à pedra ágata.

ALMA NEGRA – É a parte escura que fica internamente nas paredes de um objeto cerâmico, em função do pouco calor de queima, ou seja, a parte escura não foi queimada. Encontramos muitos objetos cerâmicos assim hoje em dia, principalmente algumas cerâmicas indígenas.

ALUMINA – Um dos principais componentes das argilas. Quando usada nos esmaltes serve para controlar a viscosidade, impedindo que escorra pelas laterais da peça ao se fundir. O óxido de alumínio é utilizado também para aumentar a temperatura da queima tanto das argilas quanto dos vidrados, já que seu ponto de fusão é de 2050°C. Elemento refratário. (Al 2 O3). 

ARGILA – Certas terras e rochas pulverizadas formam, quando combinadas com água, uma pasta suficientemente homogênea – com plasticidade – passível de sermodelada/moldada, que endurecem ao passo em que vão secando – peças verdes – e que transformam em cerâmica através da ação do fogo. Silicato de alumínio hidratado A argila resulta da decomposição dos feldspatos.

ARGILA LÍQUIDA – Vide Barbotina.

ARGILA EM PÓ – Argila em pó,  desidratada e moída. Para ser utilizada em seu estado plástico, deve ser misturada com água e ser amassada e batida para que a massa fique homogênea. Também pode ser utilizada para formular barbotina, basta adicionar maior quantidade de água e ser batida a ponto de uma papinha mais líquida, se for utilizada para fundição deve ser defloculada.

ARGILA RECICLADA – Processo de retornar a argila ao seu ponto de plasticidade para ser novamente utilizada. Processo utilizado com pedaços de argila já endurecidos. Não perde suas características originais.

ARGILA REFRATÁRIA – Conhecida como “Massa Refratária”.  Material resistente à fusão. Resulta da mistura de areia com pó de cerâmica moída (biscoito). Suporta altas temperaturas.

ARGILA VERMELHA – Popularmente conhecida como “barro”. De grande plasticidade e em sua composição entram uma ou mais variedades de argilas. Produzidas sem tanta preocupação com seu estado de pureza, quando queimadas no máximo até 1100°C adquirem colorações que vão do creme aos tons avermelhados, o que mostra o maior ou menor grau da porcentagem de óxido de ferro. Formadas por argilas ferruginosas.

AVENTURINA – Vidrado onde aparece a formação de pequenos cristais suspensos na superfície. Os cristais contêm óxido de ferro daí sua coloração amarronzada. É uma solução saturada.

B
BALL CLAY – Argila secundária. Normalmente é adicionada às argilas primárias para aumentar a plasticidade.

BARBOTINA – Argila misturada com água em estado cremoso. A barbotina é a cola da argila.

BATER / Amassar o Barro) – Significa homogeneizar a massa fazendo movimentos giratórios semelhantes ao de um padeiro ao sovar o pão. Pode-se também “jogar” o barro sobre uma superfície firme sempre cortando e reunindo as partes.

BENTONITA – Argila de granulação fina, bastante maleável de granulação muito fina. Tem alto índice de retração, 10 a 15 % do seu volume. Usada como agente plastificador das argilas quando misturada em barros magros, aumenta a plasticidade,  É usada em esmalte para evitar que endureça e se deposite no fundo do recipiente.
BISCOITO – Objeto de cerâmica queimado ou assado.

BOLHAS NO VIDRADO (Gretas) - Defeito no vidrado. Surgem na superfície esmaltada quando a queima se processa muito rapidamente em seu final, impedindo que os gases de desprendam totalmente. A queima deve ser mais lenta perto do ponto de maturação do esmalte, para evitar tal defeito. Ainda podem ser maiores, pois o esmalte se afasta formando uma cratera. São causadas pela liberação de gases em queima muito rápida ou também em função da existência de impurezas.
BOLHAS DE AR - Podem existir bolhas de ar dentro da argila. Precisam ser eliminadas sob o risco de provocarem explosão das peças durante a queima. São responsáveis por explosões dos objetos e também por rachaduras nos objetos de argila em fase de secagem. As bolhas surgem também em objetos de argila modeladosa mão e que não sejam bem emendados.
BONE CHINA ( Porcelana de Ossos) - Pasta dura e translúcida, branca e fina, composta basicamente de ossos calcinados (fosfato de cálcio), que atuam como fundentes. Sua composição reúne aproximadamente 50% de ossos calcinados, 25% de feldspato e outros 25% de caulim. A temperatura para queima está entre 1200 e 1250ºC.
BÓRAX - Borato de sódio hidratado. Usado como fundente na composição de muitos esmaltes e fritas. É utilizado também para o rebaixamento da temperatura de fusão de um esmalte. Contem cerca de 50% de água, e aconselha-se que seja adquirido já calcinado ou refinado.
BRUNIR (Polimento) - Consiste em dar polimento à superfície da peça em ponto de couro. Isto pode ser feito com plástico – tipo sacos de plásticos mais finos e foscos, ou com objetos lisos e até convexos como, por exemplo, as costas de uma colher de metal. Tornando a superfície do objeto cerâmico, mais lisa, brilhante e menos permeável. Processo utilizado desde a antiguidade e ainda utilizado em cerâmica indígena.

C
CÂMARA DE PULVERIZAÇÃO - Local apropriado para se fazer a esmaltação com pistola. Evita a dispersão do esmalte no ar, que por ser tóxico, irá causar danos à saúde.
CALCINAR - Desintegrar pelo calor.
CALOR VERMELHO ou Fogo Vermelho - Ocorre na queima quando a temperatura do forno está em torno de 700°C. A peça fica com a cor vermelho escuro. À medida que a temperatura sobe a cor vai mudando para laranja, amarelo e em 1300 graus C  fica  branca.
CAULIM - Argila primária, não plástica, de cor branca usada principalmente na composição da porcelana e de esmaltes.
CERÂMICA - Denominação da argila quando queimada acima de 600°C. Torna-se dura e resistente. Para se tornar impermeável deve ser esmaltada.  

CHUMBO -  Fundente muito ativo usado em esmaltes de baixa temperatura.  É extremamente tóxico e só deve ser usado em forma de frita.
CHAMOTE – Biscoito moído, utilizado para dar maior resistência à argila. Pode ser produzido em diferentes granulometrias; e argilas de todas as temperaturas podem ser empregadas para sua produção. No entanto a cerâmica refratária é a mais eficiente.
CINZAS – Utilizadas em objetos cerâmicos, provêm de madeiras, folhas e palhas.  É utilizada na composição de esmaltes (vidrados) de alta temperatura e também na composição de algumas argilas. Contém sílica e alumina.

CILINDRO - Equipamento mecânico que serve para abrir uma placa de argila. Slab Roller ou plaqueira.
CMC  (Carboxi Metil-Celulose) – Cola vegetal que pode ser misturada ao esmalte (vidrado) para sua melhor fixação na peça para ser levada ao forno. Facilita o manuseio e não altera a cor e as propriedades do esmalte.
COEFICIENTE DE EXPANSÃO – É o quanto o material se expande sob a ação do calor e se centrai progressivamente no resfriamento.

CONE PIROMÉTRICO - Produzidos com materiais cerâmicos são utilizados para indicar a temperatura desejada da queima da cerâmica.

CRAQUELÉ– Termo utilizado para definir pequenas trincas que se formam em nos esmaltes. É causado por diferenças dos coeficientes de expansão, ou seja, em função das grandes diferenças entre a expansão e a contração térmica da argila e do esmalte.

E
ENGOBE – Mistura de argila líquida, óxidos e outros componentes que pode ser aplicada em uma peça antes da esmaltação. Utilizado em peças cruas (ponto de couro), mas pode também de acordo com alguns ceramistas ser aplicado em peças biscoitadas.
ENGOBE VITRIFICADO – É o engobe que por conter materiais fundentes pode ser aplicado à peça já biscoitada em argila de alta ou porcelana.

ESMALTE – Camada vítrea aplica sobre os corpos cerâmicos. Vide mais em: Vidrado / Glazura.

ESMALTAÇÃO A PINCEL - É um dos processos de esmaltar objetos cerâmicos. Utilizando o pincel roliço para “andar com a gota” do esmalte sobre a superfície a ser esmaltada, pode-se até obter relevos em superfícies planas.

ESMALTAÇÃO POR PULVERIZAÇÃO – Processo que utiliza uma pistola com jato de esmalte. Deve ser utilizado em uma cabine própria, pois os esmaltes são tóxicos.

EARTHENWARE –  Argila com alto teor de ferro.

EXTRUSÃO – Processo de forçar a argila através de um tubo com um gabarito na extremidade. Método utilizado para preparar a massa cerâmica, utilizada também para a obtenção de serpentinas.

F
FRITA – É, basicamente, um vidro que foi fundido, resfriado e moído. É usado na composição de vidrados. Diminui a toxidade de elementos como o chumbo por exemplo.

FUNDIR – Produzir peças com argila através de formas de gesso e barbotina. Usa-se também o termo de origem espanhola, “colar”.

FELDSPATO – 1. Silicatos de alumínio que contém proporções variadas de potássio, sódio, cálcio e ocasionalmente bário. Sua função no corpo cerâmico é promover a fusão a uma temperatura mais baixa. Nos vidrados é utilizado como fundente e é a principal fonte de alumínio. Podem ser encontrados em muitos tipos de rochas sedimentares, consistem de três silicatos, alumínio, sódio e cálcio.

G
GOMA ARÁBICA – É a goma vegetal muito conhecida por todos e que é empregada na cerâmica como agente aglutinante para a aplicação de pigmentos sobre o esmalte já queimado. Também é utilizada na mistura de água e esmalte para melhor fixá-lo à peça antes da queima, evitando que o pó de esmalte se solte.

GRÊS – Nome de origem francesa, aplicado à cerâmica queimada a uma temperatura normalmente superior aos 1200°C, a pasta vêm vitrificada junto com o esmalte. Massa altamente refratária. Também conhecida pelo termo inglês stoneware “ barro – pedra”.   Ver  stoneware.

GRETAS - Surgem nas superfícies esmaltadas. Maiores que as Bolhas. O esmalte se afasta formando uma cratera. São causadas pela liberação de gases numa queima muito rápida ou pela existência de impurezas.

M
MAIÓLICA (MAJÓLICA) – Processo de decoração usado em cerâmicas de baixa temperatura, onde óxidos corantes e pigmentos são aplicados sobre a superfície da peça esmaltada com vidrados a base de estanho, após a queima as cores são fixadas sobre o esmalte.

MARMORIZADO – Aplicação de engobes de várias cores sobre a peça ou a mistura de argilas coloridas para a modelagem.

MÁSCARA – Técnica empregada na aplicação de engobes ou esmaltes para a obtenção de definida de uma figura sobre um fundo colorido.

MASSA CERÂMICA (ou Corpos de argila) - As massas cerâmicas são a mistura de uma ou mais argilas. Na indústria o termo “massa” é o material já beneficiado enquanto a argila é o material bruto. Podemos utilizar os termos argila, massa e barro como sinônimos, pois os ceramistas não fazem distinções entre os termos.

MISHIMA – Técnica de decoração de origem japonesa. Consiste em entalhar a peça de argila e quando atingido o ponto de couro, preencher os sulcos com engobedeixando-os secar completamente para então raspar os excessos. O engobe ficará incrustado na peça.

MINERAIS  Substância natural formada em resultado da interação de processos geológicos em ambientes geológicos. Cada mineral é classificado e denominado não apenas com base na sua composição química, mas também na estrutura cristalina dos materiais que o compõem. Em resultado dessa distinção, materiais com a mesma composição química podem constituir minerais totalmente distintos em resultado de meras diferenças estruturais na forma como os seus átomos ou moléculas se arranjam espacialmente (como por exemplo a grafite e o diamante). Os minerais variam na sua composição desde elementos químicos, em estado puro ou quase puro, e sais simples a silicatos complexos com milhares de formas conhecidas. Embora em sentido estrito o petróleo, o gás natural e outros compostos orgânicos formados em ambientes geológicos sejam minerais, geralmente a maioria dos compostos orgânicos é excluída. Também são excluídas as substâncias, mesmo que idênticas em composição e estrutura a algum mineral, produzidas pela atividade humana (como por exemplos os betões ou os diamantes artificiais).

MOLDE – Qualquer objeto que sustente a argila para criar uma  forma.

MOLDAGEM – Processo de execução de formas  para reprodução em série - via úmida, via seco.

MONOQUEIMA –  É a queima de biscoito e esmalte reunida em uma só. Muito utilizada na industria cerâmica porém pouco recomendada na cerâmica artística devido aos problemas causados.

MUFLA – Câmara ou caixa de argila, colocada dentro de um forno, para proteger algumas peças da ação direta dos gases. Também é uma denominação atribuída aos fornos elétricos.

O
OPACIFICANTE – Material que reduz a transmissão de luz através do vidrado. Óxido de estanho e óxido de zinco são ótimos opacificantes.

OXIDAÇÃO - (Queima oxidante) – É quando há, na atmosfera do forno, oxigênio suficiente para a combustão total do combustível empregado, como: gás, lenha ou óleo.

ÓXIDOS CORANTES – São pigmentos, baixo-vidrados e óxidos metálicos.

P
PALISSY,  BERNARD - Ceramista francês que viveu entre aproximadamente 1510 e 1590. O acaso por volta de 1539, colocou-o frente a uma faiança esmaltada, provavelmente italiana. Sua admiração foi tanta que desde então dedicou-se à arte da cerâmica. Descobriu o segredo dos esmaltes italianos e criou cerâmicas maravilhosas. Palissy, colhia folhas e conchas, pequenos animais na natureza e fazia o molde com uma camada de gesso, utilizando-os para moldar a argila e assim criar suas peças.
PATAMAR – Manutenção de determinada temperatura durante a queima ou fase final dela.
PORCELANA – A palavra porcelana refere-se à uma cerâmica branca, vitrificada e translúcida.
PORCELANA CASCA DE OVO – Nome atribuído, segundo Leach, de forma imprecisa, à determinadas cerâmicas japonesas e chinesas, muito finas e translúcidas, principalmente destinadas ao mercado europeu.
PORCELANA IRONSTONE – Porcelana de pedra, que após os descobrimentos do ceramista Wedgwood e outros, na Inglaterra, se designou a louça fina e dura.

Q
RAKU – Nome dado à peças de cerâmica japonesa, cobertas com uma camada vítrea muito leve de chumbo e bórax. Utilizada principalmente para a cerimônia do chá. A palavra Rakú pode significar desde tranqüilidade, conforto ou diversão, até felicidade, e origina-se de um ideograma gravado em um selo de ouro datado de 1598 por “Taiko” – que foi um mestre da cerimônia do chá – a “Chojiro”, filho de “Ameya”; um coreano estabelecido em Kyito em 1525, e que dizem ter sido o primeiro a fazer este tipo de cerâmica.  As peças são retiradas do forno ainda incandescentes, com o esmalte no ponto de fusão, seguras por pinças, e são colocadas num recipiente com tampa contendo serragem, ou folhas, ou jornais. Neste momento o material entra em combustão e inicia-se a redução (queima do oxigênio) . Como resultado processa-se a transformação dos óxidos metálicos surgindo colorações, as mais inusitadas. Após algum tempo retira-se a tampa do recipiente e com luvas pegam-se as peças que necessitam ser lavadas e escovadas para a retirada dos resíduos. Os efeitos são produzidos com a  fumaça de galhos, folhas, papel e serragem de madeira. Variações do processo são conhecidas como raku-nu ou naked-raku.
 
REDUÇÃO (Queima redutora) – É quando não há oxigênio suficiente na atmosfera do forno e átomos de oxigênio são “retirados” dos óxidos alterando a cor de um vidrado. O óxido de cobre, por exemplo, é verde em atmosfera oxidante e torna-se vermelho cobre em atmosfera redutora.

REFRATARIEDADE – É a qualidade de um material de agüentar altas temperaturas. O elemento refratário (por exemplo, alumina) permite ao vidrado menor fluidez e maior resistência à abrasão.

ROCHAS SEDIMENTARES – As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois sendo as rochas ígneas e as metamórficas) e formam-se por três processos principais: 1. pela deposição (sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas; 2. pela deposição dos materiais de origem biogênica;  3. pela precipitação de substâncias em solução.

S
SGRAFFITTO  – Decoração onde o engobe que cobre a peça crua é retirado por pontas secas ou raspagens na peça.

SÍLICA – É o formador de um vidro em um esmalte. Não pode ser usada separadamente pois seu ponto de fusão é de 1750°C .

SILICATO  O termo silicato é usado para denotar um tipo de rocha que consiste de silício e oxigênio (geralmente como SiO2 ou SiO4), um ou mais metais e possivelmente hidrogênio. Tais rochas variam de granito a gabro. A maioria da crosta da Terra é composta de rochas de silicato, assim como as crostas de outros planetas rochosos. É um composto consistindo de silício e oxigênio (SixOy), um ou mais metais e possivelmente hidrogênio. É usado também em referência à sílica ou a um dos ácidos silícicos.

SINTERIZAÇÃO – Fase intermediária na queima da argila ou do esmalte, onde a fase líquida ainda não começou, mas o início da reação de um ou mais sólidos formou um amálgama, diminuindo a porosidade do material e aumentando sua resistência. As partículas sólidas se aglutinam pelo efeito do aquecimento a uma temperatura inferior à de fusão. Ponto de maturação de uma massa cerâmica.
SOBRE-VIDRADO / OG – Técnica empregada para decorar objetos cerâmicos já esmaltados. O veículo utilizado normalmente é o óleo mole e a temperatura de queima varia de 700°C a 850°C. É o que conhecemos como pintura em porcelana.

STONEWARE  (Grês) –  É uma Massa Cerâmica. Sua composição é semelhante a das rochas, daí sua denominação; a principal diferença entre essa massa e as rochas é que enquanto as rochas se formam na natureza, o stoneware é preparado pelo homem com uma seleção de minerais e uma parte de argila plástica. Em sua composição não entram argilas tão brancas ou puras como na porcelana o que estabelece uma coloração rósea, levemente avermelhada nas baixas temperatura e acinzentadas nas mais altas. A temperatura de queima pode ficar entre 1150 e 1300ºC, após a queima se tornam impermeáveis, vitrificadas e opacas.

T
TAGUÁ – Argila plástica com alto teor de óxido de ferro. O termo é originário do Tupi, TA-WA, que significa argila amarela.

TEMOKU – Nome japonês, indica o esmalte saturado de ferro, de cor bem escura, como as antigas cerâmicas japonesas conhecidas por “pêlo de lebre” e “mancha de óleo”.

TERRA SIGILATA – Tipo de engobe decantado, portanto, com partículas extremamente finas de argila. Fornece às peças uma superfície marrom avermelhada.

TERRACOTA ( Argila vermelha)  Popularmente conhecida como “barro”. De grande plasticidade e em sua composição entram uma ou mais variedades de argilas. Produzidas sem tanta preocupação com seu estado de pureza, quando queimadas no máximo até 1100°C adquirem colorações que vão do creme aos tons avermelhados, o que mostra o maior ou menor grau da porcentagem de óxido de ferro. Formadas por argilas ferruginosas.

U
UG / BAIXO VIDRADO - Corantes minerais aplicados sobre o biscoito e após a pintura protegido o trabalho por uma camada vítrea transparente.

V
VIDRADO OU GLAZURA – Aplicação de camada vítrea com esmaltes ou vidrados cerâmicos. É uma suspensão aguada de materiais insolúveis misturados muito finos, que se aplica nos corpos cerâmicos para formar uma cobertura. Quando estes materiais são levados a determinadas temperaturas, fundem formando uma composição líquida que quando esfria recobrem o objeto cerâmico com uma camada vítrea. É formado basicamente de elementos fundentes, refratários e corantes combinados. O termo esmalte também é muito empregado. Qualquer vidrado é composto necessariamente de três partes: 1. Um vidrante ou cristalizante . 2. Um fundente (feldspato – óxido de potássio). 3. Óxido de alumínio – possibilita que as combinações da sílica com o fundente sejam mais estáveis e viscosas.

W
WEDGWOOD - Famosa cerâmica inglesa do séc. XVIII. Produzida por Josiah Wedgwood (1730-1795), artesão oleiro inglês que renovou certas fórmulas antigas da cerâmica inglesa. A cerâmica de wedgwood crias os grés vermelhos envernizados de Staffordishire,  a imitação dos metais e os grês negros muito duros chamados de "basaltos" realçados com um adorno pintado. Utiliza em 1774 a decoração em uma grande variedade de pequenos camafeus para joalherias, com mais de 2300 modelos, aumentando a produção de jaspeados de massa branca decorados por finos e baixos-relevos moldados. Deve-se à Josiah Wedgwood também a vulgarização da decoração impressa, técnica elaborada por John Sadler, que consistia em repartir sobre a massa a tinta de um desenho ou estampa originais. No final do séc. XVIII, 28 imitações de wedgwood já haviam sido produzidas. Hoje a produção completa da joalheria wedgwood está centrada na indústria da cerâmica inglesa.